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Seg, 28 de Maio de 2007 10:23 |
Na busca
pelo presente perfeito para agradar a pessoa amada vale tudo: passar
horas nas entrequadras da cidade ou avenidas comerciais, bater pernas
nos shoppings com olhos atentos às vitrines ou gastar um bom tempo na
frente do computador.
Cada consumidor escolhe a melhor maneira de
comprar o presente de Dia dos Namorados e os varejistas, inclusive os
virtuais, estão otimistas. Levantamento feito pelo e-bit,
empresa especializada em pesquisa e marketing online, estima que as
vendas eletrônicas crescerão 50% nesse período. A expectativa é de
faturar R$ 230 milhões.
"Esta é a terceira data do ano para o comércio em geral, inclusive para o eletrônico", avalia Pedro Guasti, diretor-geral do e-bit. As vendas para a comemoração ficam atrás apenas daquelas realizadas no Natal e no Dia das Mães. Pelo estudo do e-bit,
os valores a serem gastos, na internet, pelos casais apaixonados, serão
5% maiores frente ao mesmo período de 2006. O tíquete médio deve ficar
em R$ 296.
Entre os produtos mais vendidos, livros, revistas e
jornais devem seguir em primeiro lugar no ranking (veja quadro). As
vendas de CDs e DVDs, que tradicionalmente ocupam a segunda posição,
devem cair e ceder espaço para as de eletrônicos. Isso ocorreu, pela
primeira vez, no Dia das Mães, quando os equipamentos conquistaram 11%
das negociações. "O comércio de CDs e DVDs registra trajetória de queda
e sofre muito com a mudança nos modelos de negócios. Muitas pessoas
compram músicas específicas já em MP3 e, além disso, a pirataria
prejudica esse mercado", afirma Guasti.
Ao contrário dos álbuns
de música e dos filmes, os eletrônicos estão em fase de ascensão no
varejo. "O dólar baixo incentiva a entrada de produtos eletrônicos a
preços mais em conta no Brasil", explica o diretor do e-bit. A
preferência dos apaixonados deve ficar entre o MP3 player e a câmera
digital. A procura por telefones celulares também deve crescer, já que,
na data, muitos consumidores aproveitam para comprar modelos mais
modernos e com mais recursos.
Presentes típicos como flores,
cestas de café da manhã, perfumes e cosméticos também devem registrar
crescimento. Normalmente, o comércio de flores representa 1% do total
vendido na internet. Com o Dia dos Namorados, esse percentual deve ser
elevado a 2% do total.
Expansão
O otimismo do comércio
virtual se deve a uma aposta de que o número de adeptos do comércio
eletrônico deve aumentar este ano. Pela estimativa do e-bit, a
quantidade de clientes dos sites deve chegar a 9,7 milhões, 40% a mais
que em 2006. Para Guasti, a expansão do total de consumidores é uma
conseqüência do aumento de computadores no país e do programas de
inclusão digital do governo. De acordo com a Associação Brasileira da
Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), este mercado deve continuar a
crescer por conta da redução de PIS e Cofins para computadores de até
R$ 4 mil e pela queda do dólar. A associação calcula que serão
comercializados 10 milhões de computadores este ano contra 8,3 milhões
vendidos em 2006.
Além do aumento da quantidade de PCs, as
vendas dos sites devem ser impulsionadas pelo aumento de clientes
apreciadores da comodidade oferecida pelo ambiente virtual. "Depois de
experimentar o serviço uma vez, muitos resolvem repetir a compra", diz
Guasti. O usuário do comércio eletrônico tem idade média de 37 anos e
renda familiar de R$ 3,7 mil, de acordo com o e-bit.
Segurança
Apesar
das facilidades e do conforto, fazer compras sem sair de casa apenas
com alguns cliques no computador requer cuidados. Antes de digitar os
dados, o consumidor deve verificar se a empresa escolhida tem
referências, se foi avaliada por sites especializados como o e-bit,
por exemplo. Outra dica é verificar o endereço do centro de
distribuição da empresa para saber se ele existe de fato. "Desconfie
sempre de diferenças de preços gritantes, por trás dessas lojas podem
estar varejistas que trabalham de forma ilícita", aconselha Guasti.
Fonte: eBit
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