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Vendas online crescem 49% no 1º semestre PDF Imprimir E-mail
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Sex, 17 de Agosto de 2007 07:27
As lojas virtuais brasileiras faturaram 2,6 bilhões de reais no primeiro semestre de 2007, crescimento de 49% em relação ao mesmo período do ano passado.
O valor, calculado pela e-bit para a pesquisa Web Shoppers, divulgada hoje, é maior do que o atingido em todo o ano de 2005. O número de pedidos foi de 8,7 milhões.

Os produtos mais vendidos foram os livros, com 17% de participação, seguidos por artigos de informática, com 13%, e aparelhos eletrônicos, com 10%. O estudo não inclui o comércio online de automóveis e passagens aéreas. Também não contabiliza os arremates em sites de leilão.

A pesquisa da e-bit foi respondida por mais de 500 mil internautas no período de janeiro a junho deste ano, depois de eles terem finalizado alguma compra em um dos mil sites certificados pela empresa – que correspondem a 90% do mercado online total.

Oito milhões de consumidores

Ao final do semestre, oito milhões de pessoas no Brasil já haviam comprado pelo menos uma vez em lojas virtuais. Ou seja, quase 25% dos usuários da internet no país. No início do ano, esse número era de sete milhões.

A e-bit espera que o mercado cresça 45% até o fim do ano, em comparação com o resultado de 2006, chegando a um faturamento de 6,4 bilhões de reais. Segundo as estimativas da empresa, o número de consumidores das lojas online deve subir para 9,5 milhões.

Débito online

No próximo ano, grandes redes do varejo tradicional, como Casas Bahia, Carrefour e Wal-Mart, devem começar a vender seus produtos pela internet para aproveitar a onda de crescimento.

Para continuar aumentando o volume de negócios, a próxima estratégia das lojas online deve ser incluir o cartão de débito nas formas de pagamento. "Com isso, poderíamos atrair consumidores com menor poder aquisitivo que não usam cartão de crédito", afirma Pedro Guasti, diretor geral da e-bit.

Um dos problemas que tem impedido o setor de crescer ainda mais é o comércio de produtos contrabandeados, realizado por vários sites. Para Ludovino Lopes, vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico , o combate a essa prática deve ser focado na certificação digital das lojas e na conscientização dos compradores.

Fonte: Marco Aurélio Zanni, da INFO