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Qui, 19 de Abril de 2007 08:59 |
As compras
feitas pela internet de bens de consumo, automóveis e serviços ligados
ao turismo somaram R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano,
segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico
(Câmara-e.net) e da e-Consulting.
Índice considera ainda as vendas eletrônicas de automóveis e pacotes de turismo
O montante representou o
incremento de 57% em relação ao mesmo período de 2006. Com o resultado,
o diretor da E-Consulting e também integrante da Câmara-e.net, Daniel
Domeneghetti, estima que o setor deva movimentar entre R$ 16 bilhões e
R$ 17 bilhões neste ano. Em 2006, o conjunto desses segmentos
movimentou R$ 13 bilhões.
As vendas de automóveis somaram R$
1,95 bilhão nos três primeiros meses deste ano, valor 59% superior aos
registrado em igual período anterior. A parte de bens de consumo foi
responsável pelo montante de R$ 1,65 bilhão, um aumento de 90,5% em
relação ao verificado no segmento no primeiro trimestre de 2006.
A
área de turismo respondeu pelo menor total. Com movimento de R$ 800
milhões, registrou crescimento de 12%, na mesma comparação. De acordo
com Domeneghetti, o aumento das vendas de veículos seguiu a tendência
de crescimento verificada no meio físico no período.
No varejo
tradicional, apontou, as vendas do segmento tiveram alta de 17%. A
migração de parte das vendas para o canal eletrônico é um dos fatores
para o incremento do varejo online desse segmento, ressaltou o diretor
da E-Consulting. Já o crescimento menor na receita de turismo,
ressaltou Domeneghetti, deve-se ainda à configuração atual do setor,
ainda formado por pequenas empresas, seja no segmento de hospedagem ou
agências.
Os recentes problemas registrados nos aeroportos,
como os atrasos de vôos, também foram apontados pelo diretor como fator
impactante para o resultado do primeiro trimestre deste ano para a
área.
O desempenho da área de bens de consumo, cujo aumento
foi o maior dos três segmentos, ficou acima do montante apresentado
recentemente pela pesquisa da e-bit, de R$ 1,2 bilhão.
Domeneghetti, da E-Consulting, destaca que o estudo apresentado hoje e
que revela o alcance do patamar de R$ 1,65 bilhão nas vendas de bens de
consumo inclui as transações realizadas em sites de leilões, de troca e
também os valores pagos a portais que permitem, por exemplo, pesquisas
de preços de produtos e que, por isso, recebem um porcentual sobre as
transações.
Empresas
As transações realizadas
entre empresas por meio da internet somaram R$ 133,4 bilhões no
primeiro trimestre deste ano, segundo estudo divulgado pela Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net) e E-Consulting. O
total foi 43,5% superior ao registrado no mesmo período de 2006.
A
categoria de operações geradas por meio de portais de grandes empresas,
como distribuidores, fornecedores e revendedores, movimentou R$ 116,7
bilhões, o equivalente a 87,5% do total. O montante ficou 48,6% acima
do que o verificado nesse segmento no primeiro trimestre do ano
passado.
A segunda categoria integrante do índice denominado
pela E-Consulting de B2B Online registrou o montante de R$ 16,7 bilhões
no período, ou 12,5% do total transacionado. Nesse segmento, a expansão
foi de 15,9%.
Domeneghetti apontou que a migração de operações
feitas tradicionalmente no meio físico para o meio online tem
contribuído para o avanço das transações registradas entre empresas na
internet.
"Ainda há uma concentração nas grandes empresas, mas
está havendo um crescimento forte e consistente", afirmou. Na tentativa
de contribuir para o avanço das transações tanto entre empresas quanto
daquelas direcionadas ao consumidor final, a Câmara-e.net apresentará
até junho deste ano uma proposta para incluir o uso da certificação
digital, que permite segurança nas operações sem a necessidade de
senhas, no PCI, protocolo mundial para o desenvolvimento e padronização
de critérios voltados para a segurança em transações realizadas por
meio de cartões de crédito, no varejo físico e online.
Durante
o anúncio dos números sobre o desempenho do comércio eletrônico, o
Movimento Internet Segura (MIS), comitê da Câmara-e.net, destacou o
apoio que dará ao fortalecimento da implantação do PCI, em
desenvolvimento no País desde 2005 e por bandeiras de cartões de
crédito como Visa, Mastercard, American Express e Hipercard.
"A
idéia é tornar o cartão ainda mais seguro do que é hoje. O MIS apóia
esse movimento para contribuir com o desenvolvimento da cultura de
segurança digital", afirmou o coordenador do MIS, Igor Rocha. De acordo
com a Visanet, cerca de 600 empresas varejistas, como Pão de Açúcar e
Carrefour, deverão passar a adotar os critérios do PCI até 2009 no
Brasil.
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