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Sex, 22 de Junho de 2007 09:30 |
A Intel mostra pesquisas em computação em escala tera, dispositivos móveis e eficiência energética.
A Intel reuniu jornalistas e analistas de mercado em sua sede, em Santa
Clara, Califórnia (Estados Unidos), para demonstrar suas iniciativas
mais avançadas em pesquisa & desenvolvimento.
O processador de 80 núcleos, com 13 mm por 22 mm, equivale a um
supercomputador teraflop que há 10 anos ocuparia uma sala de 12 m por
3 m, explica Paolo Aseron, engenheiro de hardware do laboratório de
microprocessadores da Intel em Hillsboro, Oregon. O produto ainda é uma
prova de conceito, com lançamento previsto para 2009 ou 2010.
Construído com um processador de 65 nanômetros, cada núcleo possui 5
Kbytes de cache e duas unidades de pontos flutuantes. Comparado aos
atuais processadores de quatro núcleos da Intel, o protótipo tem 40
vezes seu poder de processamento.
Programação em escala tera
A “computação de escala tera”, como a denomina a Intel, é o futuro de
seus chips e plataformas. A companhia possui atualmente mais de 100
projetos de pesquisa & desenvolvimento em todo o mundo, dedicados a
solucionar os desafios em hardware e software associados com os
sistemas que serão baseados em processadores com dúzias de núcleos.
Para ajudar desenvolvedores de software a lidar com sistemas em escala
tera, a Intel desenvolveu um modelo de programação chamado Ct, que
expande as linguagens de programação C e C++. Em essência, o modelo
lida com a complexidade da paralelização, que é a disseminação da carga
de trabalho de uma tarefa entre os múltiplos processadores para
produzir resultados mais rápidos.
A Ct torna possível aos desenvolvedores programar como se estivessem
escrevendo aplicações para um núcleo, explica Mohan Rajagopalan,
cientista pesquisador do laboratório de Santa Clara da Intel. Os
códigos são otimizados por múltiplos núcleos quando são compilados e
durante o tempo de execução.
A Intel planeja lançar uma prévia da Ct para a comunidade de código
aberto em um futuro próximo, segundo Rajagopalan. “Estamos trabalhando
nos aspectos legais para o projeto completo em código aberto”.
Eficiência energética
Com a computação em escala tera, vem a necessidade de eficiência
energética. Por algum tempo, a Intel desenvolveu chips que são mais
poderosos, mas consumem a mesma quantidade de energia que as versões
anteriores.
Para continuar esta tendência na computação em escala tera, a Intel
desenvolveu “circuitos adaptáveis” dentro de um processador que
determina a quantidade mínima de desempenho requerida para uma tarefa.
“Temos um cérebro em um chip”, diz Bryan Casper, engenheiro do
laboratório de Pesquisa em Circuito. Toda a energia associada à tarefa
é adequada ao nível “suficiente”.
Mobilidade
Fora da supercomputação, a Intel também está procurando maior
eficiência energética em dispositivos móveis, a fim de aumentar o tempo
de vida das baterias, mais especificamente na área de comunicações
wireless.
Os pesquisadores mostraram um protótipo de um cartão Wi-fi com firmware
(memória que mantém seu conteúdo sem energia elétrica) que desliga
automaticamente quando o cartão não está em uso. A tecnologia também
sabe quando ligar a energia para receber ou transmitir pacotes de
dados. Tais cartões usam de 50% a 70% menos emergia do que os cartões
wireless atuais.
Fonte: it Web
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