Então você ainda não usa Twitter? Você acha que ele atrapalha a produtividade e está restrito a um grupo de profissionais incompetentes e adolescentes? Acredita ainda que o valor da ferramenta para o negócio seja zero ou menos que zero?
Você não poderia está mais errado. E mais, seus pares podem enxergá-lo
como um CIO resistente às novas ideias. E, na pior das hipóteses, isso
poderia custar o seu emprego.
A Mayo Clinic usa o Twitter para retirar obstáculos da comunicação. A
Pepsi adota o serviço para "se mover na velocidade da cultura". Uma
vinícola formada por três pessoas na Austrália utiliza o microblog para
criar uma rede de relacionamento global. Outra que se rendeu ao Twitter
é a Major League Baseball que faz uso do canal para imergir seus fãs em
sua linha de produtos. Já o Hyatt usa para melhorar a experiência dos
clientes com concierge. Tem ainda o case de John Calipari, técnico
famoso nos Estados Unidos, que tenta revigorar um programa de basquete
na faculdade.
O Twitter ajuda as empresas em diversas frentes na relação com os
clientes, de forma produtiva, global e de baixo custo. Nesta era, onde
os clientes não apenas querem, mas esperam estar envolvidos na
co-criação de produtos, o Twitter provê esta habilidade às empresas,
que podem fazer testes de venda, receber feedbacks, além de,
possivelmente, formar embaixadores ou evangelizadores dos produtos.
Este é o tipo de tendência que você tem certeza que irá ajudá-lo a
liderar ou ainda pensa em ignorar e achar que concorrentes, clientes e
parceiros farão o mesmo?
Ignorar é a opção mais complicada. Mais do que nunca, os CIOs são
chamados para se tornarem agentes ativos das mudanças e liderar a
receita em suas organizações. Os executivos de TI precisam estar
abertos às novas ideias e criar caminhos para testá-las.
Os CIOs não podem apenas assitir ao surgimento de novas tecnologias e
ferramentas ou ainda dizer que o apelo é de interesse do departamento
de marketing. É preciso olhar além do limite - e é claro que existe o
lado banal do Twitter - para entender a força desta ferramenta que
angariou milhões de usuários e imaginar o potencial que terá quando
chegar a 50 ou 60 milhões de usuários.
Olhe novamente para os exemplos listados acima: Mayo Clinic, PepsiCo,
vinícola Australiana, Major League Baseball, Hyatt Hotels e John
Calipari. Nenhum deles é uma companhia de tecnologia, não são
administrados por adolescentes e nenhum está em um estranho ou micro
nicho que pensa em replicar suas experiências. Talvez sejam loucos. Mas
não acredito nesta possibilidade.
O novo CIO, o estrategista, o global, ou como você desejar chamá-lo,
precisa ser um criado, deve ser um Hunter e estar atento ao que os
clientes querem.
Fonte: IT Web
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