Os dados são da II Pesquisa do Cenário da Nota Fiscal Eletrônica no Brasil - Visão Empresarial, realizada pelo Conselho Privado da Nota Fiscal Eletrônica do Brasil (CONFeB) - uma iniciativa da Associação Brasileira de e-Business.
A pesquisa, finalizada em junho de 2007, entrevistou 75 empresas de grande e médio porte, das quais 72% apresentam faturamento anual superior a R$ 100 milhões.
Quanto às barreiras observadas na implantação da NF-e, 46,7% das empresas indicaram a falta de clareza do projeto como o principal fator. Cerca de 34,7% dos entrevistados apontaram a integração e mudança de processos internos como fator de dificuldade.
Segundo a pesquisa, 74,7% dos entrevistados ainda não iniciaram nenhum estudo para a implantação do processo, e 48% das empresas responderam que irão implantar somente quando o uso for obrigatório, enquanto apenas 32% indicaram que há interesse em iniciar um projeto a partir de 2008. Cerca de 7% disseram que não têm interesse em desenvolver ações neste sentido.
Em relação ao retorno sobre os investimentos, 44% das empresas acreditam que os gastos podem ser recuperados entre dois a cinco anos após a implantação da NF-e. Mas 11% dos entrevistados não conseguem enxergar nenhum retorno para seus negócios.
O retorno varia em função da quantidade de notas fiscais emitidas pelas empresas. Entre as que emitem mais de 10 mil notas por mês, 47% acreditam que podem reduzir custos de impressão e aquisição de papel. Em oposição, apenas 8% das empresas que emitem menos de mil notas fiscais apostam neste benefício.
Fonte: It Web