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Qui, 31 de Maio de 2007 15:05 |
A maioria dos códigos maliciosos é espalhado através de phishings. Evitar ameaças digitais exige apenas atenção do usuário. Arquivos recebidos com as extenções .cmd,
.bat, .scr ou .exe
Cuidado. Se você receber um e-mail com arquivos de extensões .cmd,
.bat, .scr ou .exe, pense duas vezes antes de abri-los. Você pode estar
muito próximo de um código malicioso que, se aberto, será instalado no
seu computador.

De acordo com especialistas de segurança, os
arquivos acima são os mais usados por crackers para infectar sua
máquina. Eles são propagados através de phishings, e-mails que se
aproveitam de situações atuais, como promoções de telefonia, para
espalhar textos seguidos por um link.
Ao invés de anexar
arquivos suspeitos, que os servidores de e-mail bloqueiam, os phishings
direcionam o usuário a um site onde o vírus é baixado.
A maioria dos arquivos disponíveis para download nos sites possuem as extensões .cmd, .bat, .scr ou .exe.
No
caso das duas primeiras (.cmd e .bat), o usuário executa scripts
conhecidos como arquivos batch. A principal propriedade destes tipos de
arquivos é automatizar tarefas. Eles permitem que o cracker roube dados
do usuário.
A extensão .scr se refere a protetores de tela, o
que facilmente confunde o usuário e o leva a confiar no download do
arquivo. O vírus é ativado assim que a proteção de tela é executada no
computador.
A mais reconhecida entre as extensões - e ainda
disseminada -, é a .exe. Apesar de saber o perigo óbvio de arquivos
executáveis, quando convencido, o usuário não dá atenção à extensão do
anexo que está baixando.
Um pouco mais raro é o uso da extensão
.url, que é um arquivo de atalho para uma página da internet e não é
bloqueado pelos servidores.
Os arquivos citados são, em sua
maioria, cavalos-de-tróia e keyloggers. O primeiro abre a máquina para
o atacante. O segundo identifica e grava tudo que é digitado, para
posteriormente enviar os dados para o criminoso mal intencionado.
Embora menos recorrentes na atualidade, há algumas extensões que ainda são utilizadas pelos crackers.
Os
scripts .vbs e .ws atuam como executáveis e podem iniciar downloads de
arquivos maliciosos na máquina afetada. Raramente são enviados como
anexos em e-mails, pois são reconhecidos e excluídos.
Já o
perigo com as extensões .doc, .xls, .mdb e .ppt é quase extinto. Nestes
documentos do Microsoft Office costumavam aparecer vírus de macro. Mas,
assim como o .com, baseado no MS-DOS, estão com os dias contados, já
que são rastreados e identificados pelos antivírus.
É importante
que a máquina possua um firewall e outros métodos de prevenção para que
estas e outras extensões vítimas de códigos mal intencionados sejam
identificadas.
Truques de invasão
Assim como na
vida real, ao roubar informações, o cracker é silencioso. “Ele não faz
nada que vá chamar a atenção. O arquivo não irá apagar coisas, vai
ficar escondido”, declara um engenheiro de sistemas da Symantec,
Vladimir Amarante.
Para reter o usuário e convencê-lo a baixar o
arquivo malicioso, são produzidos sites idênticos aos originais,
“clones” que não são identificados como fraudes. Lá, o cracker
acompanha todas as ações do usuário, uma vez que já instalou um
cavalo-de-tróia e um keylogger.
Os programas de mensagem instantânea também tem sido alvo dos
criminosos. O cracker pode utilizar o arquivo malicioso já instalado no
computador de um usuário para enviar mensagens aos contatos, com um
link. “Eles são mais rápidos e geralmente as empresas não os
controlam”, explica Amarante. “As pessoas geralmente clicam
imediatamente, por curiosidade.”
O erro mais comum dos usuários,
por mais simples que pareça, é de leitura. “Quando download termina,
você pode abrir a pasta ou executar o arquivo. Geralmente a pessoa
executa direto, sem sequer ler a extensão”, alerta um engenheiro de
sistemas da Symantec, Leandro Vicente.
Não se deixe enganar
Muitas
extensões não são reconhecidas pelos usuários ao visualizarem os
arquivos. O Windows, por exemplo, oculta a última extensão de um
arquivo. Ou seja, se o atacante renomear o cadastro.exe como
cadastro.txt.exe, o sistema irá apresentar apenas a extensão .txt, uma
vez que o sistema operacional oculta a última por padrão.
Para
visualizar o nome complexo do arquivo, a configuração é simples. No
Windows Explorer (ou Meu Computador), vá em Ferramentas e clique em
Opções de Pasta. Na janela que irá abrir, clique na segunda aba, a
Modos de Exibição. Desmarque o item “ocultar as extensões dos tipos de
arquivos conhecidos”.
Fonte: IDG Now
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