|
Ter, 05 de Junho de 2007 08:35 |
Recurso facilita a navegação e permite acompanhar notícias e blogs sem precisar acessar cada um dos sites
Seja qual for seu nível de experiência com a internet, você provavelmente tem uma lista de sites e blogs favoritos que gosta de acessar todo dia e até toda hora. Mas carregar sempre cada página cheia de imagens pesadas e propagandas invasoras só para ver se existe alguma notícia nova vira um trabalho desnecessário e que pode ser facilmente reduzido.
A fórmula milagrosa tem vários nomes complicados como, XML, Atom, feeds, mas o comum é RSS (Really Simple Syndication). Não se assuste com a sopa de letrinhas. O que o RSS faz é bem simples e isso é o que importa. Com ele você fica sabendo na hora quando um site ou blog foi atualizado. E ainda dá para ver todas as manchetes da página e ler só aquelas que interessam de verdade.
A estudante de design Jéssica Aline da Silva, de 20 anos, se deu bem com o RSS. “Gosto porque não teria tempo de acompanhar a quantidade de informação dos sites que acesso de outro jeito”, conta.
Para saber se uma página tem RSS, procure uma pequena imagem laranja com as letras RSS, XML ou Atom. Também pode ser o desenho de uma bola com dois arcos brancos.
A imagem contém o endereço do RSS, que geralmente termina com “.xml”. Para utilizar, clique com o botão direito do mouse em cima da imagem e, depois, em Copiar Link.
A questão é o que fazer com esse endereço agora. São basicamente quatro maneiras de você ler o RSS: com um software, com um leitor online, com mini-programas instalados no seu navegador ou então com uma página personalizada, que, além de trazer notícias favoritas fresquinhas, tem ferramentas como previsão do tempo, calendário e MSN.
Cada um deles funciona de uma maneira diferente e se adapta a cada tipo de pessoa (leia mais nos textos abaixo).
NA WEB
Os leitores online, por exemplo, são ótimos para quem acessa a internet em mais de um computador (em casa e no trabalho) ou então para quem viaja bastante e quer se manter atualizado. Também é útil porque você pode adicionar uma enorme quantidade de feeds sem que atrapalhe a leitura.
Os mais usados são o Google Reader (www.google.com.br/reader/) e o Bloglines (www.bloglines.com) que têm versões em português. Mas também existem outros, como o News Gator (www.newsgator.com), News Alloy (www.newsalloy.com) e FeedShow (www.feedshow).
Eric Engelman, gerente do Bloglines, explica por que o RSS ganhou espaço nos últimos anos. “O número de blogs e sites com RSS aumentou muito. Ler RSS não é só para amantes da informática”, afirma.
O Google Reader bate de longe os outros leitores online. Carrega as notícias muito rápido e permite que você coloque marcadores (tags) em cada uma delas. Por exemplo, se você viu uma notícia que interessa ao trabalho, marque com a palavra “profissional”. Viu um vídeo engraçado? Escreva “humor” e “vídeo”, e por aí vai. Cada marcador vira uma pasta que você olha no futuro.
No News Alloy dá para colocar marcadores, mas não funcionam como arquivo. Nos outros, é possível criar pastas.
Jéssica da Silva, que usa o Google Reader, organiza seus feeds de um jeito divertido. Ela tem 43 páginas cadastradas em seis categorias. Em “Bullshit” coloca os blogs engraçados. “Nerdisse” (sic) usa para sites a ver com trabalho e tecnologia. Blogs de conhecidos vão em “PraComentar”. Páginas sem categorias ficam em “Random Shit” e ela ainda tem pastas para fotologs e histórias em quadrinhos. “Entro umas dez vezes por dia e leio quase tudo”, diz.
Em todos os leitores online, você inclui um RSS clicando em um botão ou link do tipo Adicionar Feed ou, em inglês, Add Channel. Depois digite ou cole aquele endereço RSS das imagens laranjas. O Newsgator e o GoogleReader têm uma ferramenta de busca que facilita muito na hora de adicionar. Basta digitar o nome do site ou do blog que ele procura o feed.
Além disso, o Google Reader sugere “pacotes” com feeds divididos por assuntos, como esportes e finanças. O NewsGator faz uma análise dos seus RSS e dá recomendações de feeds. Muito legal quando você quer conhecer novos sites.
Fonte: Estadão
|